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Android: como funciona o upgrade (para um fabricante)
Oh, produtos e seu tempo de mercado. Vivemos na ansiedade de ter sempre o produto mais recente e, no caso de um smartphone com Android, a versão mais nova do sistema operacional. Mas nem sempre isso é possível, por motivos técnicos, políticos ou operacionais.
Já que a negativa inicial da Motorola em atualizar o Milestone do Android 2.1 para o 2.2 se transformou em “vamos reavaliar a situação“, quis entender o que leva um fabricante a liberar (ou não) o upgrade de um aparelho para um Android mais novo.
Conversei agora com Edson Bortolli, diretor de produtos móveis da Motorola Brasil, para entender exatamente como funciona o processo do upgrade e ver o que falta pro usuário brasileiro ter o Froyo rodando no seu Milestone.
Zumo – Quando o Google libera um novo sabor de Android, como é feita a decisão pelo upgrade?
Edson Bortolli – É preciso adaptar o software para o país e para a operadora, já que cada um tem seus recursos únicos. Depois disso, é preciso homologar o pacote final com o Google e com a operadora. No varejo, é mais simples, já que não passa pela operadora e vai direto para o nosso site. Só que a implementação de um upgrade depende de critérios de performance (KPIs) definidos pela Motorola.
Zumo – E quanto tempo demora esse processo?
Bortolli – Com o software na mão, a grosso modo, de 4 a 6 meses para um salto de release. Algumas vezes fazemos o desenvolvimento em paralelo (lembra que o Milestone foi o primeiro Android 2.0 quando os concorrentes ainda estavam no 1.5), ocorre o desenvolvimento de features em paralelo de um produto com release. Tudo depende, também de um processo de escalonamento.
Zumo – Como a Motorola escolhe qual produto que recebe o upgrade de software?
Bortolli – Primeiro precisamos checar se o produto é compatível com o update. Se memória, processador são compatíveis, por exemplo. Outra questão é o interesse do mercado pela atualização. A mudança do 2.0 para o 2.1 não teve grande interesse ou demanda no Milestone, mesmo com o hardware compatível.
Zumo – E como a Motorola vê as ROMs alternativas que já trazem o upgrade para os aparelhos?
Bortolli - O aparelho é da pessoa. Se o software não é validado pela Motorola, ela pode fazer o que quiser, não vamos restringir. Ela vai, atualiza e pronto. Agora os 35 macro itens de desempenho que verificamos podem ser afetados, e esse upgrade alternativo pode melhorar ou piorar o produto do consumidor.
Zumo – Já que a Motorola decidiu reavaliar o upgrade do Milestone no Brasil, existe um cronograma para liberação do Froyo para o consumidor?
Bortolli – Na semana que vem teremos um cronograma de atualização implementado. Um fator muito importante aqui é o ciclo de vida do aparelho, não adianta programar o lançamento para meados de 2011, por exemplo. Mas os sinais da atualização são positivos. Esse cronograma também vai levar em consideração os demais aparelhos, vamos ver qual é factível lançar a atualização ou não.
Zumo – E o Milestone 2, quando chega?
Bortolli – (desconversa e dá risada
)
Fonte: Zumo
| Print article | This entry was posted by Augusto Vespermann on 31/08/2010 at 10:46, and is filed under Smartphones, Tecnologia. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |
