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Empresas Brasileiras se destacam na atração e retenção de talentos
Em um cenário de escassez de talentos como o atual, o Brasil se destaca mundialmente por suas práticas de atração e retenção de profissionais. É o que indica o relatório Managing Today´s Global Workforce pela Ernst & Young, que aponta as principais dificuldades enfrentadas por gestores no mundo inteiro. O estudo afirma ainda que, mesmo nas economias desenvolvidas, há ameaças de gaps em posições técnicas (28%) e nível médio de gestão (26%). Daí a necessidade de se alinhar programas de talentos com a estratégia global de negócios, diz a consultoria.
O relatório destaca que a força de trabalho no Brasil é predominantemente jovem, com profissionais buscando as melhores carreiras, o que deflagrou uma guerra de talentos na última década. ?Muitas companhias responderam a esse cenário criando programas de trainees focados na atração e retenção de talentos da geração Y?, explica Tatiana da Ponte, sócia de Human Capital da Ernst & Young.
Esses programas criam rodízio dos novos contratados em diversas unidades de negócios e determinam executivos seniores como mentores ou consultores. Algumas companhias agregam experiência internacional nos programas ? uma poderosa estratégia de atração e retenção de talentos. Os jovens vêem a expatriação como um passo fundamental no desenvolvimento da carreira. Muitas organizações também utilizam essa ferramenta para desenvolver colaboradores com grande potencial.
“As companhias brasileiras estão cada vez mais buscando sua internacionalização para América Latina, América do Norte e África, o que está levando a uma perspectiva de gestão mais internacionalizada”, avalia Tatiana. Cerca de metade dos respondentes sulamericanos da pesquisa disseram que suas companhias têm programas de expatriação. No entanto, muitos programas não estão alinhados com as estratégias de negócios, o que representa um grande desafio para torná-los mais efetivos e produtivos.
A pesquisa foi conduzida com mais de 340 gestores de empresas globais da área de RH, finanças, gestão de riscos e executivos C-level – inclusive o Brasil (8% da amostra) -, e foi preparada para examinar os componentes que caracterizam os programas de sucesso, com exemplos de como essas práticas diferem ao redor do mundo e por segmentos.
Gestão de talentos
Para atender as novas demandas do cenário econômico global, as organizações estão sofisticando seus programas de gestão de talentos, que mostra que as companhias líderes desenvolveram uma forma de gestão de talentos integrada e estrategicamente alinhada em nível global, usando esses programas na plataforma de negócios e como vetor de receitas.
“O compromisso das organizações em executar suas estratégias está diretamente relacionada à sua capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos”, afirma Gustavo Pérez, gerente sênior de Human Capital da Ernst & Young. “As organizações globais precisam entender as necessidades e motivações de sua equipe para prover oportunidades que sejam interessantes para diferentes gerações e culturas, e ajudem a companhia a reter as competências e habilidades necessárias”.
De acordo com a pesquisa, as três iniciativas de gestão de talentos mais importantes que os respondentes pretendem implementar incluem:
- Criar um banco interno de talentos para preencher necessidades futuras (64%)
- Compreender e coordenar talentos em nível global para preencher posições-chave (33%)
- Oferecer estratégias de trabalho flexíveis, como compartilhamento de trabalho, trabalho remoto, horários flexíveis e aposentadoria em fases (31%)
Fonte: Canal Executivo
| Print article | This entry was posted by Augusto Vespermann on 25/06/2010 at 08:11, and is filed under Carreira. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |

about 1 year ago
Augusto,
Acho que a noticia é boa, mas me permita discordar – como você mesmo deve ter visto essa pespectiva atende aos jovens, com menor salário e mais vontade de crescer em carreira. Infelizmente o quadro não é esse – os mais experientes têm de se contentar com baixos salários ou partir para iniciativas próprias para se manter no mercado. A lógica geral é de exploração da mão-de-obra e o jovem se atrai facilmente, no entanto sua taxa de permanência é baixa nas empresas pois ao menor sinal de problema ele se muda de emprego.
Talvez em poucas empresas isso seja verdade para todas as faixas etáiras e de experiência, mas com certeza esse artigo "engoliu" parte da realidade. A maioria das empresas que conheço vive valorizando a China e a India – por que será?
Abraço,
–Marco
about 1 year ago
Támbém discordo do relatório….é só perguntar pra um amigo ou outro como é a política de retenção de talentos em suas empresas e rapidamente descobre-se que a rotatividade anda alta em todos os níveis e que nem os jovens escapam disso. Vira-e-mexe recebo CV's de amigos talentosos e qualificados com experiência comprovada, que encontram-se desempregados
Mão-de-obra barata "no matter what" ainda parece ser a maior preocupação.
Att,
Roberlei