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Visual Studio Team System para arquitetos de software
Os recursos do Team Architect foram os primeiros a serem liberados publicamente na versão beta e foram conhecidos originalmente com o nome de código Whitehorse. Esses recursos, agora denominados Distributed System Designers, tornam a modelagem uma capacidade nova e integral do Visual Studio. Esses designers não apenas criam diagramas atraentes, na verdade, esses novos designers avaliam a aplicação e o design de sistema para distribuição antes de escrever qualquer código. Por exemplo, os arquitetos de aplicativo podem criar e avaliar aplicativos orientados a serviços e sistemas de aplicativos para implantação. Os arquitetos de infra-estrutura podem criar representações lógicas de datacenters nos quais esses aplicativos serão implantados. Em seguida, ambos podem trabalhar juntos para garantir a compatibilidade do design do aplicativo e do datacenter. O código escrito para implementar os aplicativos é mantido sincronizado com o design do aplicativo. Alguns dos itens que você pode modelar no Team Architect representam os esforços iniciais da DSI (Dynamic Systems Initiative) da Microsoft. Para obter mais informações sobre a DSI consulte “Dynamic Systems Initiative” (em inglês).
Todos os Distributed System Designers do Team Architect são beneficiados pelo SDM (System Definition Model), um formato com base em XML que armazena a definição do modelo. O SDM oferece uma linguagem comum em que é possível descrever sistemas de aplicativos e infra-estrutura de datacenter. Essa linguagem comum permite melhor comunicação entre os especialistas de cada área, além de validação de um aplicativo para determinar se ele pode ser implantado e executado com êxito em um ambiente de datacenter alvo. As próximas seções descrevem os quatro Distributed System Designers que você pode usar no Team Architect.
Logical Datacenter Designer
A infra-estrutura física de um datacenter normalmente não é significativa para um desenvolvedor que precisa entender quais são os ambientes de hospedagem de aplicativos presentes e como eles são configurados, restritos e conectados. O Logical Datacenter Designer é usado para criar um diagrama lógico de datacenter, que não descreve os computadores físicos, nem mesmo os tipos de máquinas de um datacenter, mas que é usado para definir ou documentar configurações específicas de software para servidor de aplicativos, como o Microsoft Internet Information Server, Microsoft SQL Server ou Microsoft BizTalk Server, e para mostrar como essas representações lógicas configuradas dos servidores (de aplicativos) estão interconectadas. Os servidores lógicos podem ser agrupados dentro de zonas que definem os limites da comunicação lógica. As zonas podem ser configuradas para restringir os tipos de servidores lógicos que podem ser contidos, e a direção e os tipos de comunicação que podem fluir de e para o datacenter. A Tabela 1 lista os elementos que podem ser modelados por esse designer, e a Figura 2 oferece um exemplo simples de um diagrama de datacenter lógico.
Elementos do Logical Datacenter Designer
| Servidores lógicos | Descrição |
|---|---|
| WindowsClient | Um ambiente de hospedagem de aplicativo do Windows fornecido pelo sistema operacional Windows. O Windows Client pode ser configurado para hospedar o WindowsApplications, GenericApplications e o OfficeApplications. |
| IISWebServer | Representa uma configuração do Internet Information Server. O IIS pode ser especificado para hospedar os aplicativos Web do Microsoft ASP.NET, os serviços Web ou qualquer outro aplicativo genérico. |
| DatabaseServer | Representa um servidor de banco de dados genérico que pode hospedar um banco de dados. |
| GenericServer | O GenericServer representa um ambiente de hospedagem de aplicativo, cuja melhor descrição não é um dos servidores lógicos predefinidos, que em geral eram usados para oferecer suporte à hospedagem de aplicativos genéricos. |
| Zona | Um agrupamento de servidores lógicos. |
| Pontos de extremidade | Os pontos de extremidade representam pontos de comunicação em servidores lógicos ou zonas. Os servidores lógicos podem oferecer suporte a pontos de extremidade do cliente, que permitem a comunicação do servidor, e os pontos de extremidade do servidor, que permitem a comunicação com o servidor. Os pontos de extremidade das zonas podem ser considerados como “portais” pelos quais podem passar as comunicações de ou para os servidores dentro da zona. Os pontos de extremidade de zonas podem ser definidos para permitir comunicação de entrada, saída ou bidirecional, e podem restringir os tipos de comunicações permitidas. Além dos pontos de extremidade das zonas, as formas de cliente e servidor oferecem suporte aos seguintes pontos de extremidade: pontos de extremidade de banco de dados, pontos de extremidade HTTP, pontos de extremidade de site e pontos de extremidade genéricos. |
| Comentários | Permite a adição de descrições de seus elementos de design à superfície do modelo |
Diagrama lógico de datacenter (clique na imagem para ampliá-la)
Após personalizar e adicionar propriedades aos servidores lógicos e zonas de seu diagrama, você pode optar por adicionar essas formas à Caixa de ferramentas para reutilização futura, selecionando uma ou mais zonas ou servidores, clicando com o botão direito do mouse e clicando em Add to Toolbox.
Para cada servidor lógico ou zona colocada no diagrama, também é possível especificar um conjunto de restrições e definições (no menu View, clique em Other Windows e, em seguida, em Settings and Constraints). Aqui você pode especificar uma diretiva de características operacionais de cada servidor que deve ser seguida pelos aplicativos a serem implantados naquele servidor. Por exemplo, na Figura 3, o editor de Settings and Constraints é descrito para um servidor que só permite a autenticação de formulário e do Windows como mecanismos válidos de autenticação. É possível ver na lista de entradas selecionadas no título constraints que praticamente todos os tipos de serviços podem ser executados nesse servidor, dos aplicativos Web ASP.NET, aos serviços Web BizTalk e os aplicativos genéricos. Isso será importante quando falarmos sobre o Deployment Designer mais tarde neste artigo. A ferramenta também oferece a capacidade de importar a configuração completa do IIS, inclusive os pontos de extremidade de site, de um servidor existente clicando com o botão direito do mouse no servidor lógico e clicando em Import Settings.
Editor de Settings and Constraints (clique na imagem para ampliá-la)
Application Designer
Elementos do Application Designer
| Aplicativo do Windows | Um aplicativo no estilo do Microsoft Windows Forms ou Console. |
| Aplicativo Web ASP.NET | Um aplicativo Web ASP.NET que pode ter pontos de extremidade de serviço Web e/ou pontos de extremidade de conteúdo da Web. Dois itens da caixa de ferramentas são fornecidos para criar um aplicativo ASP.NET com um ponto de extremidade de conteúdo da Web padrão. |
| Aplicativo do Office | Um aplicativo que é integrado ao aplicativo Microsoft Office, como o Microsoft Word ou Microsoft Excel. |
| Serviço Web externo | Um serviço Web que está sendo consumido por um aplicativo e que está localizado fora da solução. Especifique a URL do serviço Web que você está representando. |
| Banco de dados externo | Um banco de dados que está sendo consumido por um aplicativo da solução. É possível fornecer a cadeia de caracteres de conexão para o banco de dados que você está representando. |
| Serviço Web BizTalk | Um serviço Web conhecido como um Serviço Web BizTalk. Especifique a URL do serviço Web que você está representando. |
| Aplicativo genérico | Qualquer outro tipo de aplicativo que interage com sua solução, mas que não tem um elemento de design associado. Por exemplo, você poderia usar um elemento de design do Aplicativo Genérico para modelar um aplicativo herdado. |
| Ponto de extremidade de serviço Web | Um ponto de entrada de serviço Web em um aplicativo |
| Ponto de extremidade de conteúdo da Web | Um ponto de entrada para o conteúdo da Web em um elemento de design do aplicativo Web ASP.NET. |
| Ponto de extremidade genérico | Um ponto de extremidade genérico usado para representar um ponto de conexão em um aplicativo de um tipo não modelado de forma específica. Os pontos de extremidade genéricos podem ser adicionados a qualquer tipo de aplicativo. |
| Comentários | Um marcador que permite a adição de descrições de seus elementos de design à superfície do diagrama. |
Diagrama de aplicativo (clique na imagem para ampliá-la)
Assim como no Logical Datacenter Designer, você pode adicionar restrições e propriedades extras às definições e aos pontos de extremidade de seu aplicativo, usando o editor de Settings and Constraints. Essas restrições especificam os requisitos do aplicativo para implantação e restringem os tipos de servidores lógicos em que um aplicativo pode ser implantado. Com o Application Designer, você também pode definir as operações dos serviços Web. Por exemplo, você pode selecionar um ponto de extremidade de provedor de serviços Web em um aplicativo Web ASP.NET, e usar a janela Web Service Details para definir os métodos e parâmetros que definem a interface de serviço Web.
A maioria dos tipos de aplicativos fornecidos oferece suporte à implementação e sincronia com o código. Quando você clica em um aplicativo com o botão direito do mouse, como um aplicativo do Windows ou um aplicativo Web ASP.NET, ou quando clica com o botão direito do mouse no diagrama de aplicativo e clica em Implement Application ou Implement All Applications, o Visual Studio cria projetos para os aplicativos selecionados de acordo com seus tipos e linguagem especificada, que podem ser o Microsoft Visual Basic, Microsoft Visual C# ou Microsoft Visual J#. Se os aplicativos foram conectados ao diagrama, ele inclusive liga seus aplicativos, criando referências Web e preenchendo as entradas de configuração necessárias. Se sua solução já existir, ou se você simplesmente preferir definir os aplicativos diretamente no código, a simples adição do diagrama de aplicativo a uma solução fará com que o diagrama faça engenharia reversa de seu projeto, código e arquivos de configuração. Depois de você ter um diagrama de aplicativo em uma solução com projetos e código, o Visual Studio manterá o diagrama e os modelos SDM em sincronia com seu projeto, código e arquivos de configuração de forma silenciosa e contínua no segundo plano, enquanto você altera o diagrama ou o código.
System Designer
Você pode usar o System Designer para criar sistemas de aplicativos, que são “unidades de implantação” compostas a partir de aplicativos definidos no diagrama de aplicativo ou de sistema definidos em outros diagramas de sistema, como mostra a Figura 5. Como um sistema é uma configuração personalizada dos aplicativos, você pode substituir aplicativos individuais dos valores padrão que lhes deu, ou incluir uma ou mais utilizações da definição do mesmo aplicativo ou definição de sistema em um sistema. Como mostra a Figura 5, cada aplicativo pode ser conectado e configurado de modo diferente de sua definição e de forma apropriada ao modo como você deseja implementá-lo. Por exemplo, você pode substituir configurações de um aplicativo que foram criadas como configurações substituíveis em sua definição. Na verdade, você pode criar várias definições de sistema na mesma solução, cada sistema representando uma configuração de implantação individual ou configuração de datacenter. Isso é útil para oferecer suporte a muitos clientes, cada um com datacenters diferentes, executando a mesma solução. Para criar um sistema, você pode selecionar os aplicativos que deseja ter no diagrama de aplicativo, clicar com o botão direito do mouse no diagrama de aplicativo e clicar em Design Application System.
Diagrama de sistema (clique na imagem para ampliá-la)
Deployment Designer
O Deployment Designer permite mapear os designs de seu sistema em um diagrama de datacenter lógico, criado com o Logical Datacenter Designer, para que você possa descrever implantações lógicas para aqueles sistemas. O Deployment Designer garante que você mapeie o tipo certo de aplicativo para o tipo correto de servidor lógico, honrando também quaisquer restrições de hospedagem de aplicativo que possam ter sido definidas no servidor lógico no diagrama de datacenter lógico. Depois que todos os aplicativos do sistema tiverem sido mapeados, você poderá executar a validação de diagrama adicional, na qual o Visual Studio verificará todas as restrições e configurações do Application Designer ou System Designer no design do datacenter lógico, para ajudar na identificação de quaisquer problemas de configuração, mesmo antes de você ter escrito uma linha de código. Os erros de validação aparecem no Visual Studio, assim como avisos e erros do compilador. Clique duas vezes em qualquer um desses erros, e o Visual Studio levará você até o diagrama de aplicativo ou diagrama de datacenter lógico, selecionará o aplicativo ou servidor lógico com problema e abrirá a definição de configuração que causou o problema. Depois de implementar seu aplicativo e alterar uma configuração, a modificação feita é colocada instantaneamente no arquivo de configuração – para que a validação forneça diretamente as informações ao seu processo de desenvolvimento.
Isso é como um teste de segurança de veículo antes mesmo de ele ser construído! Você pode usar essa validação de modelo para verificar se seu aplicativo sempre atende às diretivas de seu datacenter e entender o impacto da alteração (seja sob a perspectiva da arquitetura do aplicativo ou do datacenter) em todo o ciclo de vida da solução.
Fonte: MSDN
| Print article | This entry was posted by Augusto Vespermann on 12/03/2010 at 16:17, and is filed under Programação, Tecnologia. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |
